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Meu Trabalho Pelo Acre

24 de fev de 2022

Nossa história: Carnaval como antigamente
Baile de Carnaval na Tentamen (2)
O carnaval sempre foi uma das boas tradições acreanas. Existem histórias maravilhosas sobre os blocos organizados para os grandes bailes da Tentamen. […]

Carnaval na TentamenO carnaval sempre foi uma das boas tradições acreanas. Existem histórias maravilhosas sobre os blocos organizados para os grandes bailes da Tentamen. As fantasias faziam sucesso tanto no salão, como entre a turma do ‘sereno’. Os mais antigos vão entender.

Além disso, existiam também os blocos de sujo que em todos os carnavais de Rio Branco ganhavam as ruas da cidade. Assim como as marujadas faziam em Cruzeiro do Sul. Mais tarde, os blocos mais organizados viraram escolas de samba em desfiles inesquecíveis.

Na época em que Jorge Viana foi prefeito, ele procurou valorizar as tradições carnavalescas de Rio Branco, promovendo o carnaval popular em grandes bailes públicos que também, com o tempo, se tornaram tradição.

Baile de Carnaval na TentamenJá no governo acreano, foi possível fazer o Carnaval da Gameleira que reunia milhares de pessoas nos dias de folia. Uma grande festa animada, colorida e alegre que unia toda a população, valorizando as maiores raízes culturais do estado.

 

 

História do Carnaval no Acre

CarnavalO carnaval sempre teve presença importante na cultura acreana. Desde o início do século XX os clubes sociais, as casas noturnas e as “bagunças” nos bairros organizavam festas que movimentavam os pierrots e colombinas por toda a sociedade. Já na década de 30, o Clube Recreativo Tentamen marcou época com seus grandes bailes, caracterizados pelos animados grupos que disputavam entre si o título de fantasias mais bonitas e originais de cada carnaval. Para delírio da turma do “sereno”, que não entrava no clube, mas fazia a festa na rua mesmo, defronte ao salão da Tentamen.

Carnaval 2Nas cidades acreanas os blocos de sujo sempre assumiam as ruas durante a “Quina Momesca” (sim, no Acre a tradição é de 5 dias de folia).  Em Rio Branco, muitos desses blocos de sujo se formavam em bairros tradicionais como a Cadeia Velha, o Quinze e a Capoeira. Nos assaltos carnavalescos os músicos, acompanhados por grande número de foliões, à semelhança do que era feito nas alvoradas, invadiam as residências durante as semanas que antecediam o carnaval. Em Cruzeiro do Sul a Marujada, as Vassourinhas e outros grupos faziam o mesmo.

Já nos anos 70, aconteceram mudanças grandes na realização do carnaval popular. Uma delas foi o surgimento das Escolas de Samba em Rio Branco. Motivados pela importância crescente dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, alguns dos blocos carnavalescos formados nos bairros da cidade tornaram-se Escolas de Samba. Tanto que já em 1972 começaram a ocorrer acirradas disputas entre a Escola de Samba Unidos da Cadeia Velha, sob o comando de João Aguiar, que tinha chegado a pouco do Rio, e a Escola de Samba Unidos do Bairro Quinze, comandada pelo baiano-carioca Santinho. As disputas, cujo palco principal era a Avenida Getúlio Vargas, durante as festas de Momo, estendiam-se às rádios que executavam as músicas de cada uma das escolas e movimentavam o panorama cultural de Rio Branco.

Jorge Viana no CarnavalDepois de duas décadas de desfiles memoráveis e acirradas competições entre as agremiações carnavalescas, as escolas de samba entraram em decadência. Em compensação grandes bailes populares de rua passaram a ser realizados na década de 90, a partir da prefeitura de Jorge Viana. Estas animadas festas de rua cresceram ao longo do tempo até culminar, já no início do século XXI, com grandes festas, reunindo centenas de milhares de brincantes durante a quina momesca, seja no Calçadão da Gameleira, seja na praça da Revolução.

Jorge Viana é Acreano, engenheiro florestal e professor de gestão pública no IDP.
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